TEXTO BASE:

Mc 14.26-42

TEMA:

 O MAL DA AUTOSUFICIÊNCIA

VAMOS COMPARTILHAR O QUE APRENDEMOS?

1)      No capítulo 14 de Marcos os discípulos são avisados mais uma vez pelo próprio Jesus sobre a iminente crucificação e ressurreição. E mais, segundo o Mestre, todos iriam negá-lo. Como eles reagiram a esta notícia?

Facilitador: Pedro, fazendo o papel de porta voz do grupo, insistiu com veemência que já estava maduro e firme o suficiente para não abandonar Jesus.

Nunca estiveram tão equivocados. Este postura dos discípulos vinha de um sentimento arrogante presente em quem que se acha imune aos conflitos da vida. Isto revela a soberba que precede a queda e nos alerta sobre a importância da humildade para que cresçamos no Reino de Deus.

Além da soberba, Pedro demonstrou considerar-se superior aos outros ao afirmar que mesmo que todos abandonassem a Cristo, ele jamais!

O que o fez cometer tal erro?

Facilitador: Em primeiro lugar, Pedro, naquele momento, confiava muitíssimo em sua própria capacidade moral.

Ele apoiava-se em seu compromisso e desafiava até mesmo a profecia mencionada por Jesus (na qual se prediz que todos se escandalizariam). Em segundo lugar, Pedro tinha a visão errada sobre o Messias e sua missão. Ele o percebia como um ser imbatível, capaz de controlar todas as forças naturais e de submeter a si todos os poderes espirituais e políticos. Daí, imaginava que o Metre não se furtaria em usar esse poderio para se defender. Na verdade, Jesus se tornou gente e se entregou mansamente como sacrifício por todos. O Filho de Deus quando menciona os erros futuros dos seus amigos desejava ensinar que mesmo diante de suas falhas, Ele ressurgiria e iria encontra-los na Galileia para continuar ensinando-os. Ou seja, Sua fala colocava em evidência a misericórdia de Deus e a carência que nós seres humanos sempre teremos.

Na contra mão do comportamento dos apóstolos, Jesus ao chegar ao Jardim do Getsemani ora como quem precisa do Pai para cumprir seus objetivos. Não há autossuficiência em Cristo.

Ele conversa com o Aba com intimidade e clareza sobre suas dificuldades e deixa claro Sua dependência com relação ao Eterno. Temos essa mesma prática? Oramos com sinceridade e precisão sobre nossas emoções e incertezas? Ainda pensamos, erroneamente, que sentir tais dificuldades significa falta de fé?  Conversamos com nossos amigos sobre a angustia que eventualmente nos invade? Temos amigos? Essas são práticas que nos levam a vencer o isolamento e a autossuficiência que tanto nos desumanizam.

EQUIPE PALAVRA DA CÉLULA