O JEJUM QUE AGRADA A DEUS
TEXTO BASE: Isaías 58:1-11

Em Isaías 58, há um alerta da parte de Deus para o seu povo quanto a prática do verdadeiro jejum. Fazendo uma aplicação para os nossos dias, entendamos este verdadeiro jejum de uma forma mais abrangente: Como vivência de um cristianismo verdadeiro, que seja relevante ao próximo e que agrade ao nosso Deus. Podemos extrair algumas lições:

1) DEUS ATENDE A QUEM ESTÁ ALINHADO COM O SEU CORAÇÃO. Logo no versículo 1 Deus faz uma exortação dura ao seu povo. Como um pai que precisa ser um pouco mais incisivo e duro para que os filhos entendam a realidade da vida. Pois Deus corrige a quem ama. Nos versos 2 e 3 vemos o povo confrontar a Deus alegando que cumpriam a Sua vontade. Porém, o jejum deles não passava de um ato religioso, de uma obra vazia de sentido, sem amor. Deus não estava se agradando deles e por isso não estava atendendo as petições, sonhos e projetos.

Podiam até fazer, em parte, o que era certo (estavam jejuando e orando), porém estavam com a motivação errada, fazendo o que era do seu próprio agrado (sendo egocêntricos e sem misericórdia), como é revelado no versículos 3 e 4. O Senhor não atende se sua religião for apenas cumprimentos de atos religiosos. Há muitas pessoas que frequentam células, cultos, oram, lêem a bíblia e entregam dízimos mas tudo isto não passa para Deus de atos vazios se não estiverem aglutinado com o amor. Deus espera de nós a manifestação de amor e misericórdia com o próximo no dia a dia. Leia Mt 23:23 e veja a crítica que Jesus faz aos fariseus. Note que a vida cristã é muito mais que expressões litúrgicas. Nós precisamos avançar na fé cristã. E a velocidade deste crescimento depende da sua interação com Espírito Santo. O nome deste processo que leva a intimidade com o nosso Deus é santificação.

Cite características de alguém que está crescendo em santificação.

Acolhe a repreensão do Senhor e se arrepende. É humilde, servo, submisso, etc.

O Versículo 5 é como se Deus dissesse para nós hoje: “Chega de hipocrisia e de um cristianismo inútil. Eu, O senhor, quero muito mais de vocês! Quero intimidade! Vivam um cristianismo que faça diferença, que não seja uma religião, mas que seja um estilo de vida”!

2) A NOSSA FÉ DEVE SER UMA PRÁTICA DE AMOR AO PRÓXIMO. Vemos que nos Versos 6 e 7 Deus revela o que estava faltando: Ação de amor e misericórdia diante das pessoas que precisam de auxílio e ajuda.

Como hoje podemos fazer isto? A quem devemos ajudar? A quem se destina estas obras de compaixão? O nosso cristianismo deve ultrapassar as paredes da igreja, devemos exercê-lo 24h por dia, fazendo diferença no trabalho, na vizinhança, entre familiares, etc. Como vemos em: Gl 6:10 – Fazer o bem a todos, começando pelos irmãos de fé; Mt 5:44 – Amar os distantes, inclusive os inimigos; Tg 2:14-17. A fé sem obras é morta; Mt 25:34-40 – O bem feito a um “pequenino” é um bem feito a Deus.

3) A BÊNÇÃO DE DEUS ESTÁ SOBRE QUEM PRATICA O BEM. A partir do versículo 8 tiramos esta bela conclusão. “Aí sim !!!” Depois que entendermos que além de ir à igreja, as vigílias, a célula, jejuar, orar, ler a palavra, entregar dízimos e ofertas e que também é necessário cuidar e se importar com as pessoas. O ápice de um relacionamento saudável com o Senhor está no verso 9, onde após nossas orações o senhor diz: “Aqui estou!”. Como resultado desta transformação interna que se exterioriza em direção ao próximo, seremos constantemente guiados pelo Senhor e teremos os nossos desejos realizados, como relata o verso 11.  

Ao fazer o que é correto Deus é obrigado a me abençoar?

Não!!! As nossas obras não comovem a Deus. Mas Deus vê a verdadeira motivação do nosso coração. E nos abençoa por que Ele é bom!