A POSTURA DO CRISTÃO QUANDO ESTÁ COM A ‘CORDA NO PESCOÇO’

TEXTO BASE: SL 20,7-8;  JR 17,5-8

O pecado tira a dignidade do homem. O evangelho dá ao pecador a oportunidade de retomar a sua dignidade.

O pecado faz com que o homem passe a servir a criatura, em vez de servir o Criador; vive-se como se quer. Não é um viver que agrada a Deus, é um viver indigno da nossa posição de filhos de Deus e de adoradores.

Um viver que agrada a Deus não é só um ajuste moral. A pessoa pode ser ajustada moralmente, mas ter um coração que não está transformado. É justamente no momento da adversidade (quando estamos com a ‘corda no pescoço’) que mostramos quem verdadeiramente somos.

Como você age quando está com ‘a corda no pescoço’ (adversidade, luto, escassez)?

Se o seu comportamento for digno, demonstrará que confia em Deus.

Podemos destacar o exemplo de Estêvão, registrado em At 7,54-60, que, mesmo diante da ameaça do martírio, manteve-se submisso a Deus, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus.

Temos o exemplo dos amigos de Daniel, que, diante da ameaça de serem lançados na fornalha de fogo, em Dn 3,14-18, não se curvaram diante do rei. Da mesma forma Daniel também agiu, diante da ameaça de ser jogado na cova dos leões, conforme Dn 6,10.

Como devemos fazer para manter a dignidade com ‘a corda no pescoço’?

Devemos demonstrar confiança integral e submissão total a Deus.

Temos o exemplo de Ana, que, diante da esterilidade, clamou a Deus intensamente, derramou-se diante do Senhor e, assim, teve seu pedido atendido, como vemos em 1 Sm 1,9-11.

Temos o exemplo da Davi, que, diante da possibilidade de perder o primeiro filho gerado com Bate Seba, em 2 Sm 12,16-20, jejuou e passou a noite prostrado sobre a terra, clamando a Deus pela cura. Após a notícia da morte, lavou-se, mudou suas vestes e adorou a Deus.  

Temos, por fim, o exemplo de Jesus, que, mesmo diante da possibilidade de desistir ou de receber auxílio dos gregos, como relatado em João 12,20-27, manteve-se fiel à carreira que lhe estava proposta e foi obediente até a morte e morte de cruz.

Mesmo que Deus não responda como queremos, com certeza Nele encontraremos CONSOLO, FORÇA e ALÍVIO para prosseguir.

Mesmo tendo meios humanos que estejam disponíveis para nós, devemos sempre buscar em Deus a sabedoria para tomar qualquer decisão.

A dignidade está em confiarmos em Deus, submetendo-se à vontade Dele e dando bom testemunho até o fim.